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Macrina's Friends
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"Aborto e Reencarnação" - Será sempre complicado achar um Ponto Final sobre esse Assunto!!
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Achei um texto que declara (mais ou menos) o que penso sobre essa "encrenca"! E quer saber? Eu ainda acho que se você não quer filhos de maneira alguma, também não pretende adquirir alguma doença é melhor inventar, criar uma forma de fazer sexo sem penetração, sim pois sexo é muito mais do que isso mesmo e nenhum método contraceptivo é 100%, por mais moderno que seja!
Crianças não devem pagar por erros dos adultos!
Por exemplo a pílula do dia seguinte surgiu como EMERGÊNCIA, mas tem gente por aí achando que pode fazer sexo sem responsabilidade e a tal pílula resolve, ela não foi feita pra isso e vem recheada de efeitos colaterais.
A mesma coisa acontece com o Viagra, ele foi feito para melhorar a qualidade de vida de pessoas com problemas sérios na vida sexual. E "meninos" saudáveis usam para aumentar a potência, performance, fica uma coisa extremamente superficial, desagradável e faz mal à saúde! Eu não estou nem um pouco preocupada com isso, triste de quem está!
Acho que vocês precisam parar um pouco para refletir...
Aqui vai o texto do Site Saindo da Matrix:
"O tema "aborto" tem estado em voga na mídia e nos comentários do blog. Como falei na ocasião, não tenho uma opinião formada sobre o assunto, que é muito espinhoso e complexo (porque não envolve apenas a vida da criança, mas a da mãe, a QUALIDADE da vida da criança, da mãe, da família, por extensão da sociedade e do país como um todo). Mas uma dúvida que eu tenho (e que a ciência também tem) é ONDE começa a vida humana??? Eu precisaria saber disso pra ter uma posição mais embasada, pois pra mim, enquanto não houver uma manifestação do espírito humano, eu acho o aborto (até essa etapa) tão criminoso quanto tirar uma rosa ou uma fruta do pé. Afinal, tudo é VIDA, que devemos respeitar, mas que também devemos dispor da maneira mais responsável possível.
Mas mesmo isso não está muito claro na minha cabeça, e eu realmente não quero influenciar ninguém sobre isso, até porque é uma questão puramente pessoal (e Deus me livre passar por uma experiência dessas), mas que, como vivemos em sociedade, com regras, precisa-se chegar a um consenso para efeito de LEIS. Não se pode querer nivelar todo um país tomando por base a NOSSA visão espiritual de mundo, ou cairemos no mesmo erro da Igreja Católica na idade média ou do Talibã no Afeganistão! Tem milhares de mães morrendo em função de abortos clandestinos, e uma parcela da sociedade fica naquela Lei do Talião: "Queria matar o bebê? Morreu! Bem-feito!" e isso pra um país que se diz civilizado? Parece até o jogo do bicho: é "ilegal", mas é tolerado porque a realidade do brasileiro é totalmente diferente das suas leis!!
Eu vejo duas saídas possíveis:
1 - Legalizar até certo estágo da gravidez, com a condição do aborto ser feito com acompanhamento psicológico e, em caso de reincidência, fica com a ficha suja na polícia (ou no SERASA, o que atemoriza mais as pessoas).
2 - Proibir "de verdade", e perseguir realmente as clínicas de aborto, com penas mais duras, inclusive pra mãe que o comete (pena de 1 ano de psicólogo, por exemplo).
Tudo isso com campanhas na TV, MUITA conscientização quanto ao uso de contraceptivos, etc. O governo parece que resolveu acordar e baixou o preço da pílula. Falta uma maior divulgação da camisinha como método pra evitar a gravidez, do uso correto da pílula, enfim, falta conscientização. O resultado disso tudo se vê nas camadas mais pobres. É justo, então, dizer a essa parcela da população "Morreu! bem-feito"? É equivalente a ficar do alto de um castelo de ilusões, julgando os outros sem viver a realidade deles.
Mas vamos ao que interessa. Pra nós, que estudamos esoterismo, é importante saber quando acontece a ligação espiritual com o embrião ou feto, pra podermos avaliar tudo isso do ponto de vista metafísico e tirar nossas próprias conclusões. Me deparei, por "acaso", com o capítulo 13 do livro "Missionários da Luz", escrito por André Luiz e psicografado por Chico Xavier. Ele mostra justamente o processo de ligação do corpo perispiritual ao óvulo! Isso mesmo, segundo o livro, a ligação se dá no momento da fecundação! Duas coisas que eu gostaria de deixar bem claro pra quem ler é que:
1- Esta é a visão do espiritismo. Pode não corresponder à verdade, mas, considerando que veio por Chico Xavier, essa é uma das melhores fontes de informação de toda a doutrina espírita.
2 - Não imaginem que sempre vai ter espíritos "trabalhando" no útero de cada mulher que vai engravidar. O caso descrito é de alguém que fez por merecer um acompanhamento maior por parte de seus amigos com conhecimento para tal. Nascer e morrer é uma coisa natural, mas, da mesma forma que uma mulher pode fazer um parto no meio da floresta ou numa UTI automatizada, existem casos e casos."
Existe uma explicação longa por lá e você pode continuar lendo clicando em:
Saindo da Matrix
http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/06/aborto_e_reenca.html
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| August 12, 2008 | 1:36 PM |
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Êta Dor que Maltrata!!
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Você sabe me dizer qual o motivo da Dor?
Seja dor física, seja dor da alma, do coração, em algum momento
elas acabam "juntas e misturadas" mesmo
Sim, afinal sabemos que dói, porém não escolhemos a Dor, não de forma consciente
Mas já nascemos gerando dor e um certo incômodo
O Planeta não é pra qualquer um, nem todos sobrevivem
As dores são complexas a contraditórias
Dói se estamos longe, dói quando há saudade,
dói quando se está perto por causa da entrega, do sentimento
que esquenta por dentro,
afinal porquê amamos tanto algo ou alguém?
Coisa rara de acontecer comigo,
mas quando me me vejo interessada
me perco, acho vou morrer de tanto gostar
Dói quando o encanto se vai, mas não deveria ir!
O paraíso dói e o inferno também
Quando chegamos nesse lugar parece que já recebemos
um aviso como se alguém dissesse "aqui dói!"
Porém aprendemos a dor no susto, vivendo, crescendo,
uns aos poucos, outros de uma vez
É justo?
Deve servir para alguma coisa, mas isso só descobrimos depois
Eu gostaria muito de viver sem dor
Alguém já descobriu o caminho?
Não é justo aprender só no final
ou no início de uma outra história!
No fundo eu acredito que não era pra doer
E eu acho que precisamos descobrir uma
maneira intensa de viver, apaixonada sim
mas sem essa Dor, sem o sofrimento.
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"Pantanal" e as Nossas Lembranças tão Vivas!
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Filmar no tempo na Natureza. Deixar que ela possa dar o tom do trabalho, ser guiado pela força da Natureza. Fazer o som do berrante entrar por nossos poros, se instalar de forma tão completa que, mesmo depois de 18 anos, ele continua vibrando lá dentro.
"Pantanal" foi a novela mais linda que vi na vida, é mais que uma novela. Tem alma, uma alma que surge naturalmente, preenche o espaço e também suas cenas marcaram longas férias do final da minha querida infância em Minas Gerais com uma pequena família que foi se perdendo, se quebrando devido às circunstâncias da vida, infelizmente.
Naquela época não existia celular, ipod, câmera digital... nada disso atrapalhou aquele ritmo deliciosamente lento dos acontecimentos. Ao ver "Pantanal" não somos interrompidos por nenhuma propaganda safada, falsa, no meio das falas, das belas imagens, nada de supermercado, cosméticos, coisas que são corriqueiras hoje.
A correria infernal do dia a dia de tantos também não é retratada nesse trabalho. E isso nos atrai ainda mais, afinal você já parou pra pensar porquê todos correm tão desesperadamente? Qual a finalidade? Sabemos que há algo torto, sem nexo, estragado em nosso modo de vida atual e um espetáculo como "Pantanal" nos faz sentir, parar e enxergar.
O que me deixa triste é ver essa disputa pela obra, processos, "quem tem a Posse??", bobagens e discussões ao redor, ver alguns que se consagraram por causa desse trabalho fazendo um certo pouco caso hoje, como quem diz: "Isso é passado, foi importante e pronto, agora não quero falar sobre". Quer dizer que um trabalho te consagra, você conquista o coração de uma galera e depois de um tempo ele não vale mais??Como assim?!
Nessas horas descobrimos quem é quem! E que bom saber que pelo menos uma parte do elenco e o diretor deram declarações decentes, mostrando que o que vale é a obra, a criação única, a grandeza e como foi importante na vida deles e de várias outras pessoas que acompanharam e se emocionaram.
Confesso que meus olhos ardem de emoção e felicidade quando vejo aquelas imagens, os amores que surgem impulsionados por esse nosso Paraíso, com paixão, intensidade, fogo, entrega, sentimento, delicadeza.
A cantoria ao redor da fogueira, à noite, com as estrelas, a lua, ao cair da tarde, os bichos, a verdade, as raízes. Tudo combina!
Estou torcendo para que ela seja reprisada por completo!
E você, o quê sentiu? Sei que ela tem o poder de mexer com a gente, e como!
Primeira abertura de "Pantanal" no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=hfth1z2rHB8
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"Espetacularização da babaquice” - por Wagner Moura!
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"Há duas semanas, o ator Wagner Moura sofreu uma abordagem da equipe do “Pânico na TV!”, da RedeTV!, que passou dos limites. Foi divulgada uma carta aberta em que o ator critica o que chama de “espetacularização da babaquice”.
Leiam a Carta:
"Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo "que coisa horrível" (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.
" O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice "
O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.
" Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência "
Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.
No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a "cagada" que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?"
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/05/29/_meleca_no_ator_-_leia_artigo_indignado_de_wagner_moura_apos_cagada_de_reporter-546555776.asp
Enfim, essa carta é fantástica, ele disse tudo e muito mais, representando o que muitas pessoas pensam, Obrigada Wagner Moura!!!!
E viva os seres de bom senso, caráter, personalidade, humildes, os que, apesar de tudo, ainda acreditam no ser humano, em um mundo melhor em todos os sentidos!
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"Desastre anunciado - Projeto de lei pode significar, no prazo de algumas décadas, o fim da Floresta Amazônica" Por Eduardo Araia - Abaixo Assinado Greenpeace - Participe!!
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"Os ecologistas o chamam de “Projeto Floresta Zero”: se for implantado, poderá simplesmente, no giro de algumas décadas, acabar com o verde da Amazônia. Trata-se de um projeto de lei (PL) que já passou no Senado e está em tramitação na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. Esse projeto muda substancialmente a porcentagem de autorização para derrubada de vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia. De autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e modificado na Comissão de Agricultura pelo relator, deputado Homero Pereira (PR-MT), o PL 6424/2005 permite que até 50% da vegetação nativa seja colocada abaixo, em vez dos 20% atuais. O prejuízo ambiental não se limita a isso: pelo projeto, ficam legalizados todos os desmatamentos que, nos últimos 40 anos, destruíram as matas originais de cerca de 700 mil quilômetros quadrados (área equivalente à de quase três Estados de São Paulo) da região. E, como brinde, os responsáveis pelas derrubadas ficam desobrigados de recuperar dentro do próprio ecossistema o que abateram. Isso permite, por exemplo, que um desmatamento feito no Amazonas seja compensado com o plantio de árvores em São Paulo ou no Paraná, localizados em biomas bem diferentes.
“O PL 6424 se tornou conhecido como ‘Projeto Floresta Zero’, pois estudos demonstram que, caso derrubemos mais de 50% da mata nativa, esta inicia um processo de autodegradação, o que significa que em pouco tempo a Amazônia será uma grande savana”, ressalta Joanna Guinle, militante do Greenpeace, que coordena uma campanha em defesa da Floresta Amazônica e do código florestal brasileiro.
Os ruralistas defendem a proposta, alegando que a lei, se aprovada, vai incentivar a adesão dos fazendeiros à legislação ambiental e, dessa forma, garantir a sobrevivência de metade da biodiversidade amazônica. A verdade, porém, é que, num ecossistema frágil como o amazônico, ninguém sabe quanto de biodiversidade resistiria se 50% dela fosse destruída. A seca de 2005, na qual leitos de lagos amazônicos ficaram à mostra, e ausências localizadas de chuvas, como a ocorrida em Mato Grosso em 2007, já dão pistas do que pode vir após o desmatamento. Conforme a floresta encolhe, diminuem o volume de chuvas e a capacidade de a vegetação reter água. Com isso, a mata fica cada vez mais seca e vulnerável à ação do calor e do fogo.
Um estudo publicado em 2003 por Carlos Nobre e Marcos Oyama, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), considera que, a partir das taxas anuais de derrubada da floresta, em duas décadas 31% da mata estará destruída e 24%, degradada. Com isso, o cenário estará preparado para a transformação da maior parte da Amazônia num imenso cerrado até o final deste século. A aprovação do PL 6424 poderá legalizar essa situação.
As conseqüências desse descalabro ambiental são catastróficas. Uma Amazônia com menos florestas e mais seca representa perdas sérias da biodiversidade local (ainda muito pouco conhecida pela ciência) e impactos danosos sobre índios e outras populações da região. Mas o prejuízo se espalha por muitos outros lugares. As chuvas originárias da Amazônia influenciam na geração de energia, na agricultura e no abastecimento de água nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por fim, o mundo terá comprometido seu principal “pulmão” no combate ao aquecimento global.
O projeto levou o Greenpeace Brasil, com apoio de outras organizações, entidades e empresas, como o Instituto Socioambiental, a CUT e a UNE, a criar uma campanha em defesa das florestas da região amazônica, intitulada Meia Amazônia Não! No site da campanha (www.meiaamazonianao.org.br), é possível entrar em contato com os deputados da Comissão de Meio Ambiente e assinar uma petição a ser enviada a eles. “A idéia é atribuirmos ao projeto de lei um custo político tão alto que ele seja rejeitado ou entre numa espécie de limbo”, afirma Joanna. Ainda sem uma mobilização nas proporções desejadas, a campanha já reuniu quatro mil assinaturas e a expectativa é de mais 26 mil adesões em breve. Mas o tempo urge: a previsão é que o PL seja votado na Comissão de Meio Ambiente em meados de junho e, se for aprovado, deve passar sem problemas pelas etapas seguintes – inclusive pela sanção presidencial. “Aí, é sentar e chorar, porque vai ser o fim da floresta”, lamenta Joanna."
Fonte: IstoÉ
Assine e Divulgue!!
www.meiaamazonianao.org.br
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Festival Distrital de la Juventud Cartagenera
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COORDINADORA GENERAL:
KAIREN GUTIÉRREZ TEJEDOR – Estudiante de Derecho
Cargo: COORDINADORA DISCIPLINARIA
Teléfono: 3126686260
Correo electrónico: kairengutierrez@hotmail.com
DESCRIPCIÓN:
Con el objetivo de consolidar la participación real y efectiva de los jóvenes cartegeneros en los procesos de construcción de ciudad, el Consejo de Juventud de Cartagena coordina los esfuerzos de todas las entidades públicas y privadas con oferta de programas orientados a jóvenes, para ofrecerles una semana de actividades que los motiven a introducirse en las dinámicas de la sociedad.
En un magnoevento de apertura con una amplia concurrencia de jóvenes de todos los estratos, credos, razas e ideologías políticas, se declarará abierta la semana en la que diariamente se realizarán eventos de todo tipo, referentes al tema de la participación juvenil, en diferentes sitios de toda la ciudad.
JUSTIFICACIÓN:
¿Cómo Participa la Juventud?
Existen ciertas tendencias al cambio en la forma como la juventud participa en la sociedad, algunas de esta son:
Los jóvenes ya no confían en las instituciones políticas y están redefiniendo la idea de sistema democrático. Esto se refleja en la poca participación electoral, en movimientos estudiantiles, sindicatos, partidos políticos, debido a que en estas instancias tienden a sentirse manipulados por otros en función de fines con los que no se identifican.
La participación de los jóvenes tiende a ser más puntual y discontinua, aunque valoran la participación como mecanismo para la autorrealización y obtención de logros.
Los mayores niveles de asociatividad se dan en torno a prácticas religiosas y deportivas. Esta participación es condicionada por variables socioeconómicas y de género: el porcentaje de practicantes católicos se reduce a medida que baja el nivel socio económico, mientras que las asociaciones evangélicas pentecostales encuentran su mayor apoyo en los sectores populares; los hombres jóvenes son los que más se involucran en asociaciones deportivas.
Otra tendencia es la importancia creciente de modalidad asociativas de carácter informal, tales como los graffiteros, los skaters, okupas y bandas de música que desde los años 80 han surgido en las calles de las grandes ciudades latinoamericanas. “Existe también una versión negativa o violenta de estas nuevas formas de asociatividad, que incluye a las pandillas, los grupos reivindicativos de choque, las mafias, y otros” (CEPAL, OIJ: 2004: 272), cuyas causas se asocian con condiciones de pobreza, falta de oportunidades (educativas, de trabajo), presión de los pares, cultura de la violencia.
A pesar de la creciente conciencia de los jóvenes por temas emergentes esta no se traduce en niveles significativos de participación. Algunos temas de interés de los jóvenes son la paz mundial, la defensa del medio ambiente, los derechos humanos, las culturas de los pueblos originarios.
Los medios de comunicación tienen una incidencia creciente en la generación de nuevas pautas de asociatividad juvenil. La centralidad de la experiencia audiovisual pareciera implicar una “televización” de la vida pública, lo que implica una opción de vivir conscientes de los problemas de la sociedad, pero no necesariamente comprometidos con esas causas a través de la acción colectiva.
Una tendencia al ejercicio de la ciudadanía en redes virtuales que da lugar a un nuevo modo de participación cuyo espacio de referencia es el vínculo entre espacios locales y movilizaciones globales por causas universales (como la ecología, la justicia, etc.)
La creciente participación de los jóvenes en grupos de voluntariado, que puede explicarse por el deseo de aportar que tienen los jóvenes y porque se trata de una elección autónoma de formar parte de un grupo.
Contrariamente a lo que sucede en los partidos políticos, los jóvenes no se sienten cooptados o infantilizados; además “la acción voluntaria le permite al joven involucrado colocarse como protagonista y no como marginado,, como proveedor y no como dependiente, como héroe y no como víctima, como meritorio y no como objeto de sospecha por parte de los adultos” (p. 274).
Promoción De La Participación Juvenil: El Liderazgo Transformador
Los jóvenes valoran la participación pero actualmente esta tiene otros canales y motivaciones. Para cambiar la visión de los jóvenes como objeto de las políticas públicas, es importante promover el voluntariado juvenil como un eje central de las políticas públicas de interés social, para que estos sean también sujeto de dichas políticas es decir de aquellas que apuntan a apoyar a otros grupos. Es también importante involucrar a los jóvenes en los problemas de salud que los afectan más directamente, tales como la violencia, las drogas, las infecciones de transmisión sexual, el embarazo adolescente, etc. Así como también en los ámbitos del trabajo, donde la precaria situación de los jóvenes se encuentran a la base de las brechas de expectativas entre mayor consumo simbólico versus mayores dificultades para el consumo material, generando un circulo vicioso de violencia.
Una estrategia para promover la participación juvenil es la capacitación para el liderazgo, entendido como aquel que facilita el proceso de transformación positiva de los grupos en los espacios donde ejercen liderazgo mediante la construcción de una visión compartida. Dada la complejidad y la velocidad de los cambios, en la actualidad el liderazgo ha cobrado una gran relevancia como instrumento para las transformaciones, promoviendo las adhesiones de los otros hacia objetivos compartidos y hacia la realización de acciones para lograrlos.
En este sentido podríamos decir que el liderazgo no es hacer algo por la gente (acciones asistencialistas, ni tampoco es hacer algo para la gente (servicio), sino es hacer algo a través de la gente.
En este contexto se habla de liderazgo transformador, donde los vínculos entre los que ejercen liderazgo y los seguidores, se da mediante un contrato dinámico, en pie de igualdad, en función de los requerimientos de las situaciones y de las ideas o proyectos específicos que dan contenido a los vínculos. Esto contrasta con el liderazgo tradicional, donde más allá de propuestas las personas se entregaban a la causa que el líder carismático propugnaba sin cuestionarla, causa que terminaba siendo él mismo. Si el líder desaparecía, se desarticulaba el colectivo.
Actualmente en los estudio de liderazgo se pone más énfasis en los vínculos entre líderes y seguidores y en las personas o grupos que son sus seguidores. Esto requiere trabajar con los seguidores para que se trasformen en sujetos más autónomos y libres, capaces de tomar decisiones acerca de sus proyectos de vida y de actuar más solidariamente, es decir en personas concientes de derechos y responsabilidades. Esta formación adquiere particular importancia en el caso de los jóvenes “ya que se trata de individuos que están en una etapa de formación como personas y ciudadanos, con opciones muy abiertas y fértiles, pese a las restricciones eventuales de sus situaciones familiares o contextuales” (Blejmar, Nirenberg, Perrone: 1998: 6).
OBJETIVO GENERAL:
Promover el mejoramiento de las condiciones que en el entorno de la ciudad, impiden que la participación juvenil sea constante, real y efectiva.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Reactivar la participación de los jóvenes cartageneros en todos los procesos que inciden en su calidad de vida.
Concientizar a los funcionarios de las entidades públicas y privadas y a la comunidad de adultos en general, sobre la importancia de involucrar a los jóvenes en sus actividades, como estrategia para el mejoramiento de la convivencia, la gobernabilidad y la productividad.
La juventud se prepara para la celebración del bicentenario de la independencia de Cartagena y de Colombia exigiendo una participación real y ejerciéndola activamente!
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Sexo Sagrado - Como Deveria Ser e Acontecer!!
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Eu adoro ler sobre Evolução Humana/ Espiritual, Energia, Física Quântica, Outras Dimensões...tudo que me faça esquecer um pouco de certas coisas desagradáveis que precisamos encarar nesse atual Planeta Terra!
Eu adoraria acordar em um mundo que estivesse seguindo o texto que você vai ler logo abaixo. É o que realmente penso e acredito em relação ao assunto, um dos mais importantes da nossa Vida, quando o verdadeiro amor acontece e, APESAR DE TUDO, ainda tenho Esperança...
Texto retirado do site "Velatropa":
http://www.velatropa.com/yasmin/index.php?option=com_content&task=view&id=13&Itemid=26
1) A sexualidade, tal como tem vindo a ser praticada, vai deixar de existir. Cada membro do par, para experimentar a união total, terá de decidir expressar a energia da Fonte. E, ao decidir assim, entrará num profundo processo de transformação.
2) Dado que a sexualidade é uma forma sagrada de expressão, os corpos devem ser entendidos como a expressão do Espírito. Homens e mulheres vão ter de deixar de funcionar somente através dos genitais, começando por uns simples preliminares mecânicos.
3) A prática sexual deixará de ser «fazer amor» para passar a ser «fusão» – que é a linguagem do Espírito. Sexo é acasalamento. Não é bom nem é mau, apenas tem sido uma necessidade humana.
4) Para experimentarem a fusão cósmica – a prática rica e abrangente da sexualidade -, os amantes devem disponibilizar-se para se transformarem no cadinho onde se renova o processo da Criação.
5) Antes da fusão sexual, os amantes devem fazer silêncio e meditar durante alguns minutos, a fim de convocar a Fonte para o momento e aceitando expressá-la.
6) Os amantes devem esquecer as experiências afectivas já vividas. Assim, devem co-criar a limpeza de todas as suas memórias e condicionamentos relativas ao arquétipo sexual. Tudo o que não corresponder ao grau de vibração da Fonte não poderá continuar a estar presente.
7) Mudar o padrão de relacionamento íntimo implica uma forma distinta de usar a energia sexual. Ambos os amantes devem começar por um exercício de união dos chacras para que as suas vibrações se inter-relacionem harmonicamente.
8) A fusão sexual implica concentração, silêncio e ausência de tabus. Só depois há lugar para a brincadeira e para o diálogo entre os parceiros.
9) O padrão sexual que garantiu a sobrevivência do ser humano até hoje é, agora, o promotor do seu desencanto. A sua recusa de se preparar para expressar a vibração da Fonte – quer na sexualidade, quer em qualquer outra situação -, pode até vir a promover a sua saída do planeta.
10) Não mais uma simples penetração carnal. Em vez dos ardores da paixão, experimentará a intensidade da vibração - algo novo para a maioria. Não se trata de ausência de prazer, mas de um deleite alargado a todas as áreas do corpo.
11) Convém que os amantes se entreguem mutuamente apenas quando tiverem condições, de tempo e apetência, para o fazer. Uma fusão sexual é sempre um acto sagrado, uma doação da energia, a forma possível de viver, na Terra, o poder criativo da Fonte.
http://www.velatropa.com/Index.htm
Se você pensa assim, Seja Bem Vindo, Divulgue, Faça Parte, caso contrário Sinto Muito, mas eu prefiro acreditar que o ser humano caminha para essa Linda Evolução!
até a próxima...
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Marina Silva Sai e Leva junto uma Bela parcela de Esperança!
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Sinceramente, a saída da Marina Silva do nosso Governo me deixou triste! Ela saiu e levou junto um belo pacote de esperança, preciso aqui renovar esse sentimento tão poderoso que nos estimula a viver de uma forma muito melhor!
Qualquer governo, seja ele de direita, esquerda, centro-esquerda, etc, sempre deixou o Meio Ambiente em segundo plano, aliás no nosso caso acho que ficou em último plano, afinal é o ministério que recebe menos verba para funcionar (segundo certas notícias), quer dizer, menos atenção e Marina tem a natureza em sua essência, era a pessoa perfeita para o ministério em questão, que deveria ser um dos primeiros em Importância e Valor, se você pensar direito todos os outros assuntos da nossa vida dependem do Meio Ambiente funcionando em harmonia, mas os Governos ainda não perceberam isso, Pode?!
Não Pode, é incrível pensar que Marina era praticamente ignorada por causa do tão falado Crescimento Econômico, sim o Brasil tem que crescer, é o que diz nosso Presidente e qualquer outro no lugar dele iria dizer o mesmo, afinal a política, os partidos esqueceram do Meio Ambiente, para eles é muito complicado pensar em como Crescer e Preservar ao mesmo tempo! Como crescer e preservar ao mesmo tempo? Acho que ninguém tem a resposta ainda, é preciso paciência, estudo, análise, Tempo! Mas o dinheiro não espera, é preciso liberar mais terras para plantação em larga escala, de preferência transgênicos...poxa a que ponto chegamos? Biodiesel? Não adiante ficar fazendo propaganda disso, achando que é a salvação da lavoura, aliás do Planeta, se não for colocado em prática de maneira cuidadosa e responsável vai causar o efeito contrário! Não pode haver trabalho escravo, exploração, não pode invadir áreas de preservação!
O governo comemorou recentemente. Sim, o Brasil agora é bom para investir, lucrar, números e mais números. Isso significa mais destruição ambiental, crescer para lucrar de qualquer jeito, atropelando o que temos de mais precioso, aquilo que nos sustenta, nossos recursos naturais? Vale a pena? Para o Governo ainda vale, mas para Marina Silva não vale, ela saiu maior do que entrou, com ela não tem negociação barata, trocas suspeitas! Essa saída só escancarou a tremenda sua qualidade e deixou exposta a enorme e mais trágica fraqueza de nosso Governo, do atual e de outros: o Descaso Ambiental!!
Eu votei no Lula, já imaginando que a política ambiental seria deixada de lado, nenhum candidato na época e em época alguma tinha essa consciência desenvolvida, essa sensibilidade ambiental, só o partido verde (pelo menos é o que pregam, não sei como seria na prática), eu votei no Lula pela igualdade social, porque era o direito do Brasil saber como seria se a esquerda chegasse ao topo, mudar para tentar melhorar, não me arrependo do meu voto, votei consciente, talvez tenha sido o menos pior...
Agora só nos resta rezar e tentar ficar de olho, ligado, para que tudo fique pelo menos do jeito que está, meu medo tem a ver com o "Liberar geral" em relação à Preservação de nossa Natureza! Enfim, somos peritos em ter a Esperança rasgada. Mas sabemos que a única saída é tentar renová-la a cada dia, a cada decepção, a cada tombo!
Apesar de tudo, vamos lá então!
OBS: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE TEM QUE TER PRIORIDADE. A Natureza nos comanda, nós somos da Natureza, nós devemos tudo à Natureza!
Frei Betto escreveu um texto lindo sobre Marina, de chorar mesmo, veja:
http://www.takingitglobal.org/resources/toolkits/view.html?ToolkitID=1597
ou
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1605200809.htm
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Responsabilidades Diferentes
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EL PAIS; Montevideo, 14 de mayo de 2008
Hernán Sorhuet Gelós
Desesperanzador es el panorama actual de los esfuerzos internacionales para mitigar el cambio climático.
A medida que la humanidad va asumiendo la magnitud del problema que significa el calentamiento global -y su incidencia en el llamado cambio climático- algo mejoran las posibilidades de enfrentar el desafío con mejores posibilidades de éxito. Partimos de varios supuestos aceptados mayoritariamente. El primero es que disponemos de pruebas científicas incuestionables que demuestran que los gases de invernadero liberados en enormes cantidades por la acción de los seres humanos, están calentando la atmósfera y modificando el clima.
El segundo es que el desarrollo de las actividades humanas basado en la energía de los hidrocarburos (petróleo, carbón, gas), llevado adelante durante varios siglos, fue un error que hay que corregir.
El tercero es que, ante tan grave problema, existen responsabilidades comunes pero diferenciadas. El mundo es uno solo y todas las sociedades emiten gases invernadero. Pero no cabe duda de que la contribución de los gases ha sido -y seguirá siéndolo- muy despareja. Unos pocos estados son responsables de la inmensa mayoría de la contaminación atmosférica. El resto, casi sin intervenir en la generación del problema global, padecerán los severos efectos como cualquiera; y en muchos casos, más que cualquiera, si por ejemplo consideramos a los pequeños estados insulares.
Los costes de las medidas de mitigación y adaptación al cambio climático, y de la cooperación que será necesaria para tener éxito en esas estrategias -acceso a tecnologías modernas, mayor equidad en los mercados, valoración de los servicios ambientales en ecosistemas estratégicos como los grandes bosque y humedales- son aportes que le corresponde realizar a las naciones desarrolladas, porque sobre ellas recae la mayor parte de la responsabilidad en la generación del problema (son las más contaminantes). Resulta fácil comprender que es en este punto crucial donde las negociaciones internacionales están empantanadas. Una vez más queda demostrado que se puede discutir, con racionalidad y sólidos argumentos, cualquier asunto por espinoso que resulte. Pero, si involucra "el bolsillo" de los sentados a la mesa de negociaciones, los parámetros de la discusión cambian dramáticamente, devaluándose la responsabilidad y el sentido común.
Se explica entonces lo desesperanzador que se presente la actual orientación de los esfuerzos internacionales para mitigar el cambio climático, trabajando en estrategias que son simples remiendos, como si se quisiera tratar el cáncer con analgésicos. Pensemos en el mercado de carbono, en el tibio apoyo al desarrollo de energías alternativas, en los mínimos esfuerzos de las naciones desarrolladas de concretar reducciones significativas de sus emisiones.
El cuarto es que, la lógica del mercado imperante hace muy difícil rectificar el rumbo, a pesar de los acertados diagnósticos de la situación disponibles. Esto lleva a que se imponga el análisis de la situación casi exclusivamente a través del cristal de la economía. Si las medidas, los acuerdos o las políticas propuestas son rentables, seguramente se aplicarán. De lo contrario, las naciones del mundo, así como los organismos multilaterales más influyentes, seguirán esperando "a ver que pasa", desconociendo las severas advertencias formuladas por estudios muy serios y confiables, como el del Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático (IPCC).
Por lo visto seguiremos aprendiendo a los golpes.
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"Eu Quero" - Patativa do Assaré
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“Quero um chefe brasileiro
Fiel, firme e justiceiro
Capaz de nos proteger
Que do campo até à rua
O povo todo possua
O direito de viver.
Quero paz e liberdade
Sossego e fraternidade
Na nossa pátria natal
Desde a cidade ao deserto
Quero o operário liberto
Da exploração patronal
Quero ver do Sul ao Norte
O nosso caboclo forte
Trocar a casa de palha
Por confortável guarida
Quero a terra dividida
Para quem nela trabalha.
Eu quero o agregado isento
Do terrível sofrimento
Do maldito cativeiro
Quero ver o meu país
Rico, ditoso e feliz
Livre do julgo estrangeiro.
A bem do nosso progresso
Quero o apoio do Congresso
Sobre uma Reforma Agrária
Que venha por sua vez
Libertar o camponês
Da situação precária.
Finalmente, meus senhores,
Quero ouvir entre os primores
Debaixo do Céu de anil
As mais primorosas notas
Dos cantos dos patriotas
Cantando a paz do Brasil”.
!!!!!!
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Rio de Janeiro e a CNMA
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Niterói, 27 de Abril de 2008
O Rio de Janeiro encerrou há quase três semanas sua III Conferência do Meio Ambiente, quem sabe, a menor conferência estadual do país. Não se pode culpar a população pelo desinteresse de debater sobre o que o futuro lhe reserva, se continuamos de braços cruzados frente à crise da gestão ambiental brasileira. Como delegado eleito pelo setor produtivo fluminense, avalio com desesperança a participação do meu setor na III Conferência. Concluo a minha avaliação decidindo sobre a minha própria participação.
Vivemos uma revolução democrática que pretende mudar o Brasil no Governo Lula, pela conscientização e pelo comprometimento da população. Não conduzida por uma vanguarda política, mas pela ampla participação da Sociedade na construção política da soberania e da sustentabilidade. O Brasil que todos construímos é democrático, justo, soberano e sustentável. Sustentabilidade apoiada na solidariedade e na igualdade social, onde os direitos individuais e coletivos estão no centro da agenda nacional.
O Estado deve ter o seu caráter distributivo consolidado e seus espaços de participação ampliados. Não está em jogo só a reforma da gestão pública, mas sim o papel da Sociedade na gestão do Estado. A redefinição do papel do Estado requer um novo modelo de gestão estatal: a gestão participativa e o controle social. Através das Conferências Nacionais, o Governo Lula propõe mecanismos de defesa contra o retrocesso político, econômico e social, avançando na construção permanente de um Estado democrático e participativo, com base em um projeto de desenvolvimento sustentável para o país.
As Conferências implementadas pelo Presidente Lula não são apenas espaços de debate e mediação, mas de disputa de hegemonia civil contra a cultura clientelista e os valores neoliberais. A ampliação dos mecanismos de co-gestão do poder público e a articulação entre democracia representativa e democracia participativa, são fundamentais para combater as práticas clientelistas, valorizando a fala dos direitos e a introdução de novos protagonistas sociais que representem a maioria da população.
Nesse processo, fortes interesses foram contrariados. Daqueles que vêem o poder como algo exclusivo das elites econômicas e seus prepostos políticos. Daqueles que lucram com a contínua submissão aos interesses do imperialismo e da globalização. E, por fim, daqueles que controlam os recursos públicos e privatizam o Estado, repudiando as políticas sociais de inclusão e o reconhecimento dos direitos dos trabalhadores e dos excluídos.
A Conferência Nacional do Meio Ambiente representa para a Sociedade, a expectativa de rompermos com o Estado que, no passado, sustentou a privatização dos recursos públicos, o esgotamento dos recursos naturais e a exportação dos recursos humanos; e, por outro lado, de garantirmos a capacidade do Governo em democratizar com ousadia a gestão pública e em fortalecer com coragem o controle social na condução de sua política ambiental.
Para a III Conferência Nacional do Meio Ambiente, a Sociedade realizou ou apoiou centenas de conferências regionais relacionadas às políticas de meio ambiente para o Governo do Brasil. O fenômeno da institucionalização está presente nos estados e municípios, tendo sido criados conselhos, secretarias e coordenações especializadas, fortalecendo o Sistema Nacional do Meio Ambiente. Os princípios em disputa nas Conferências Nacionais do Meio Ambiente são os das pessoas que lutam pela dignidade humana, pelo patrimônio natural e pela qualidade de vida.
Disputamos uma política ambiental que garanta o bem coletivo acima dos interesses privados, que combata as desigualdades e a exclusão social ao promover a distribuição de renda, a educação permanente e o saneamento ambiental; para colher então, a justa prosperidade, através da integração estratégica entre o desenvolvimento social das cidades, a sustentabilidade ambiental do habitat e a cidadania ecológica da coletividade. Eu tive a honra, enquanto ambientalista e empresário, de ser eleito delegado pelo Rio de Janeiro para as Conferências do Meio Ambiente, das Cidades e de Pesca e Aqüicultura.
Mas não será possível o Governo do Brasil desempenhar o papel de liderança que esperamos, se não absorver como ação e responsabilidade do Estado, a tarefa de avançar nessas lutas, assumindo o paradigma de que não basta tratar com igualdade os desiguais. A crise que afeta as Conferências Nacionais do Meio Ambiente, com imprevisíveis retrocessos, não pode nos levar a enganos. Por certo, ela demonstra a fragilidade da política ambiental existente.
Não podemos admitir que os movimentos sociais e populares brasileiros sejam a correia de transmissão do Governo, para assumirem o papel determinante no aprofundamento da democracia, cujo alicerce primeiro deve ser a ampliação da participação popular nos espaços públicos, o fortalecimento do controle social sobre o Estado e a predominância dos interesses coletivos sobre a lógica do mercado. Como i**nstrumentos de democracia direta, as Conferências Nacionais do Brasil devem garantir a participação das massas populares nos vários níveis de direção do processo político de organização, com mecanismos ágeis de consulta popular, libertos da subordinação ao Governo e capazes de expressar o interesse coletivo.
Na Conferência do Meio Ambiente deste ano no Rio de Janeiro, a Sociedade respondeu prontamente ao desafio provocado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Secretaria de Estado do Ambiente, para organizar o mais democrático e participativo diagnóstico ambiental e político já feito do seu Sistema Estadual do Meio Ambiente, de forma organizada, voluntária e regulada por normas e compromissos postos a todos os estados pela III Conferência Nacional.
Com acúmulo das experiências anteriores, procuramos juntos - o Setor Social e o Setor Produtivo - contornarmos os erros passados e colocar-nos à disposição da Comissão Organizadora Estadual para realizar, sem qualquer apoio ou recursos do Governo, sete Conferências Regionais em todo o Estado do Rio de Janeiro. Porém, depois de mais de um ano e quase uma centena de infrutíferas reuniões na Superintendência do Ibama no Rio de Janeiro, em uma comissão de representantes de Governo, Sociedade e Produção, eu senti-me usado, manipulado e enganado pelo Superintendente do Ibama, que transformou um processo de consulta popular em uma estratégia de marketing pessoal e um evento entre amigos. A Ministra Marina Silva assim fazia conhecermos seus porta-vozes.
A III Conferência do Meio Ambiente foi dirigida por interesses próprios de membros da ONG que já esteve sob a direção do atual gestor do Ibama. Desta forma, um programa de governo sob a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, foi privatizado no Rio de Janeiro. Na Superintendência do Ibama, pessoas estranhas à gestão pública assinaram, representaram, delegaram e empenharam recursos em nome do órgão público da administração federal.
Nós, do Rio de Janeiro, aprendemos na própria carne que os organismos dominantes do processo de realização das Conferências do Meio Ambiente, não tiveram compromisso democrático algum com nenhum dos setores da Sociedade e da Economia envolvidos voluntariamente, em todos os processos de sua organização. A relação conosco foi puramente tática, quando eles se serviram da via democrática, pragmaticamente, enquanto lhes foi conveniente.
A Comissão Organizadora Estadual da III Conferência ainda tem mais uma e última responsabilidade, por mais ingrata que seja, visto que a história de seus membros está entrelaçada por anos de convivência nos movimentos ambientalistas do Rio de Janeiro. Se não apurarmos agora, através dos claros sinais percebidos na III Conferência Estadual, os desvios de conduta e desmandos administrativos ocorridos na Superintendência do Ibama sob a gestão do Advogado Rogério Rocco e amigos, os riscos que corre em nosso estado, a política ambiental do Governo Lula, serão espetaculares.
Espero, sem dúvida, que a Conferência Nacional se inclua soberanamente no Sistema Nacional do Meio Ambiente, como uma convocação à Sociedade para que assumamos juntos as responsabilidades sobre o futuro das novas gerações. Não só do Brasil, mas de todo o Planeta. Mas para que tais responsabilidades não estejam sob as vontades e vaidades de gestores públicos, mas sob a tutela do Estado, sempre convocada com autonomia pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, órgão supremo da gestão ambiental do Brasil, mais uma vez fortalecendo o Sistema Nacional do Meio Ambiente.
A Secretaria de Estado do Ambiente, representada pela Superintendência da Agenda 21, e à Universidade Federal Fluminense, representada pelo Gabinete do Reitor, nós todos, sem dúvida, só temos o que agradecer. Os resultados colhidos pelas participações de ambas as instituições, foram o verdadeiro saldo positivo da III Conferência do Rio de Janeiro, aliadas à difícil participação da Sociedade, garantida com esforços e méritos próprios. Aos delegados que partem para Brasília, desejo que, mais uma vez, confirmem o nosso valor cívico já demonstrado pela delegação fluminense nas últimas edições da Conferência Nacional. Foi com honra e alegria que compartilhei todos estes momentos difíceis com vocês. Uma boa viagem e as minhas mais sinceras saudações ecológicas,.
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Vinicius Messina,
editor e consultor
55-21-8294-1978
55-21-3026-6205
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"Quanto custa um pôr de sol?" - Leonardo Boff
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Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr de sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:”pai, onde se paga”? Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr de sol - tudo se vende e tudo se compra. Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santísssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.
Se quisermos qualifica-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também produção nem lucro. É materialista pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.
Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pór do sol. Não se compra na bolsa a lua cheia “que sabe de mi largo caminar”. A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da gratuidade, não a utilidade prática mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.
O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A crise do capitalismo (1999):”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem cuidar dos seus próprios interesses...e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra consideração”(p. 120 e 87).
Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da natureza, está traçando o caminho de sua própria auto-destruição.
Então, não causa admiração o fato de termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.
Suspeito que ao não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista em direção do cultivo do capital espiritual e da sustentação de toda a vida, com um sentido de mútua pertença entre terra e humanidade, podemos encontrar pela frente a escuridão.
Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo místico poeta Angelus Silesius (+1677) : “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si mesma nem pede para ser olhada”(aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo pardigma salvador.
http://www.leonardoboff.com.br/site/lboff.htm
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Protocolo De Kyoto é ridículo?
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ESFRIAMENTO GLOBAL 13/04/2008 15:21
Cientista da Ufal diz que o homem não muda o clima e que o Protocolo
de Kyoto é ridículo
Por Renato Lima, de Economia do JC
Especial para o Blog/ JC Online
O cientista Luiz Carlos Baldicero Molion, diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas, sabe que sua posição está na contramão dos debates sobre clima global. Mas reage citando argumentos e disposição para o debate. Ele é membro do Grupo Gestor da Comissão de Climatologia da Organização Metereológica Mundial, como representante da América do Sul. Graduado em Física pela USP, doutor em Metereologia e Proteção Ambiental pela Universidade de Wisconsin, EUA. Nesta entrevista, Molion afirma que não é o homem que muda o clima (seja para aquecer ou esfriar), diz que o CO² não pode ser visto como venenoso e ainda classifica o Protocolo de Kyoto como ridículo.
Jornal do Commercio - Para onde caminha o clima?
Luiz Carlos Baldicero Molion - Se eu tivesse que apostar, certamente eu diria que é muito mais provável que tenhamos um resfriamento do que aquecimento nos próximos 20 anos. O Oceano Pacífico é um grande controlador do clima global. Ele ocupa 35% da superfície terrestre. E nós sabemos que a atmosfera é aquecida por debaixo. As mudanças climáticas que ocorreram no século XX coincidem com o clima do Pacífico. De 1925 a 1946 e depois de 1977 a 1998, períodos quentes, coincide com o Pacífico Tropical também quente. E o resfriamento que ocorreu entre 1947 a 1976 coincidiu com o período em que o Pacífico Tropical esteve frio. Então o pacífico é um grande controlador. E a partir de 1999 o Pacífico começou a dar sinais de que está esfriando. Obviamente isso é lento, passa por um período de transição.
JC - E quando começa essa transição?
Molion - Pode já ter começado. O inverno no Brasil no ano passado já foi severo. Nas Serras Gaúchas as temperaturas já chegaram a 5º abaixo de zero. E o inverno tem sido rigoroso também no Hemisfério Norte, que desde dezembro do ano passado até abril deste ano está sofrendo conseqüências de um inverno severo, com recordes de acúmulo de neve. São temperaturas baixas no Canadá, inferiores a 50º abaixo de zero, a 60º abaixo de zero na Sibéria. E o inverno rigoroso na China, em que mais de 200 milhões de chineses estavam sem ter o que comer por conta do inverno.
JC - E o que causou o recente aquecimento?
Molion - Parte do aquecimento é do sol, pela variação natural da produção de energia. E parte também vem do fato de que muito desses termômetros que são usados para medir as temperaturas estão hoje em grandes cidades. Na década de 60 havia 14 mil estações medindo temperatura na terra. Hoje tem menos de 2.000. E essas reduções foram feitas em locais de difícil acesso. Por exemplo, a Rússia fechou muitas estações na Sibéria, que tem zonas frias. E muitas estações foram fechadas nas zonas rurais, devido a dificuldades de manter essas estações. As zonas rurais registram temperaturas de 2º a 5º mais baixas do que as temperaturas urbanas.
JC – A gente está detectando uma sensação térmica urbana mais quente, por ter menos árvores e ser mais urbanizado, mas não o clima global?
Molion – Isso. Basta comparar com os dados de satélite, em que as temperaturas medidas abrangem áreas maiores. A tendência nos últimos anos é de 0,12º por década, dentro da variabilidade natural do clima. Jamais poderíamos atribuir esse aumento que houve às atividades. O aquecimento global não é antropogênico, ele não é produzido pelo homem.
JC - A proporção que o homem produz de CO² não seria suficiente?
Molion - Certamente que não. Estima-se que os fluxos globais de carbono entre oceano, solo, vegetação e atmosfera seja da ordem de 200 bilhões de toneladas por ano. Como são estimativas, admite-se facilmente que tenha um erro de 10% nisso. Estamos falando de 20 bilhões. Vinte bilhões é 3 vezes mais do que o homem coloca na atmosfera hoje, que é de 6 bilhões. E 20 bilhões é 70 vezes maior do que o que o Protocolo de Kyoto se propõe a reduzir, que é apenas 0,3 bilhão. Quer dizer, o Protocolo de Kyoto é ridículo. Pode ser muito bom para a recuperação ambiental, mas do ponto de vista de efeito estufa, diminuição e controle do CO², o Protocolo de Kyoto é ridículo.
JC – Como a ciência, que busca uma verdade objetiva, pode divergir
tanto neste momento, neste assunto?
Molion – Não sei. Talvez haja interesses por detrás disso. Interesses econômicos envolvidos. Talvez alguns cientistas aproveitem da situação. Alguns que discordam também não falam, temem que seus projetos sejam cortados, seus empregos perdidos. Enfim, parece haver uma série de razões que levaram a adoção dessa hipótese do
aquecimento global antropogênico ganhar um corpo tão grande. A comunicação hoje é muito fácil e o homem gosta mais de catastrofismo do que outra coisa. Existe interesses, não é questão de divergência. Os defensores do aquecimento global se baseiam em argumentos que não têm base científica sólida. Mas como eles fazem isso? Muito simples: a verba para o estudo climático nos EUA era, há 10 anos, US$ 600 milhões. Hoje passa de US$ 4 bilhões. Qualquer projetinho que venha lá dizendo que isso pode ajudar a entender o aquecimento global antropogênico recebe o seu dinheiro. Pode haver interesse das próprias companhias de petróleo. Sabendo que o petróleo vai terminar a curto prazo, 20, 30 anos, então se diminuir o consumo agora estica o domínio deles e permite até elevar o preço acima de US$ 110 o barril. E pode haver até outros interesses dos próprios políticos, de ver nisso uma oportunidade de colocar mais um imposto, mais uma taxinha.
JC – Então quem mora na beira-mar de Boa Viagem, de Maceió e do Rio de Janeiro não precisa se preocupar de que vai ficar sob água?
Molion – Essas projeções de que o nível do mar vai subir de 20cm a 60cm são baseadas em cenários hipotéticos que jamais vão ocorrer. São resultados de modelos de simulação de clima que não são adequados para fazer previsão nenhuma. Na realidade, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o IPCC, não faz previsões. Ele faz projeções de cenários. De tal forma que esse aumento de 20cm a 60cm no nível dos mares é um mero exercício acadêmico. O que ocorreu nos últimos 100 anos foi que este nível subiu cerca de 13cm, mas existem muitas outras causas geológicas, como o movimento de placas tectônicas, do que certamente o ser humano. O ser humano é muito pequenininho em comparação com as forças naturais. Basta dizer que 71% da superfície terrestre é coberta por oceanos e 29% são continentes. Dos 29% de continentes, 15% são terras geladas, gelo e areia, desertos. Resta então ao homem apenas 14% para ele manipular. Desses 14%, metade é coberto por florestas naturais. O homem só opera em 7% da superfície terrestre. Não é possível que nesses 7% ele vá
mudar o globo todo. Repito: não confundir conservação ambiental com mudança climática. A conservação é uma necessidade da espécie humana. E o CO² não tem nada a ver com mudança climática. Não confundir CO² com poluição. Quanto mais CO² na atmosfera, mais as plantas produzem.
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"ONG: Expansão da soja amplia conflitos agrários" - Terra Magazine - Claudio Leal
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O relatório "O Brasil dos Agrocombustíveis - Impactos sobre terra, meio e sociedade", lançado nesta quinta-feira em Buenos Aires, na Mesa Redonda pela Soja Responsável, traz um estudo do impacto socioeconômico do cultivo de soja e mamona no Brasil. Essas duas culturas fornecem matéria-prima para a produção de agroenergia, um dos principais eixos de desenvolvimento do governo Lula.
A pesquisa foi realizada pela ONG Repórter Brasil e terá mais dois relatórios em 2008. Nos volumes seguintes, serão analisados o milho, algodão, dendê e babaçu (número 2); em seguida a cana e o pinhão manso (número 3). O projeto foi desenvolvido para compreender os conflitos humanos e ambientais em decorrência da demanda internacional por biocombustível, sob a liderança da China e Estados Unidos.
Para a Repórter Brasil, a expansão das fronteiras da soja no País tem ampliado a contaminação de rios e os desmatamentos, além de agravar a concentração da terra, o êxodo rual e os conflitos agrários. A pesquisa conta com o apoio de movimentos sociais como o MST e a Pastoral da Terra. Há também um aumento do número de pessoas contaminadas por agrotóxicos.
- Quando você produz cada vez mais soja com um modelo agroquímico, para aumentar a produtividade, cada vez mais você vai ter pessoas contaminadas. No caso da contaminação humana por agrotóxico, a gente utilizou um banco de dados chamado cinetoques e ele me mostra que está aumentando, no Brasil, o número de contaminados por agrotóxicos.
Um esboço da radiografia feita pela ONG:
"No que pese o produção de soja ter aumentado, o número de propriedades rurais dedicadas ao grão caiu 42% em uma década. A taxa foi de 16,3% para as outras propriedades. Esse processo de expansão não têm sido pacífico: ele pode estar por trás de pelo menos quatro dos 16 conflitos agrários no Estado do Mato Grosso em 2007, de ao menos 18 dos 38 conflitos anotados no Paraná, e de pelo menos dois dos 105 conflitos apurados no Pará."
Em entrevista a Terra Magazine, o coordenador do Centro de Monitoramento de Agrocombustível e membro da Repórter Brasil, Marcel Gomes, afirma que o relatório não comprova o risco de agravamento da fome com a expansão da soja - ao contrário do que diz o relator especial da ONU, o sociólogo suíço Jean Ziegler.
- O que a gente percebeu, no Brasil, é que não há grandes indícios de que a substituição de áreas de cultivo de alimentos (feijão e arroz) por soja ou cana esteja prejudicando a oferta de alimentos. A gente não dá uma conclusão definitiva. A pesquisa simplesmente não conseguiu comprovar isto - diz Marcel Gomes, que não descarta a pressão sobre o preço dos alimentos.
Segundo o "Brasil dos Agrocombustíveis", a lavoura de soja aumentou 20% na região Norte e 7,9% no Nordeste. Há críticas às relações trabalhistas e denúncias de trabalho escravo. "Apesar da intensa mecanização do setor, trabalho escravo tem sido encontrado em fazendas de soja na etapa de limpeza do solo para a implantação de lavouras. Dados da 'lista suja' do trabalho escravo, cadastro público de empregadores que utilizaram esse tipo de mão-de-obra mantido pelo ministério do Trabalho e Emprego, de 2007, mostram que 5,2% dos casos ocorreram com o grão", diz um trecho.
A Repórter Brasil denuncia também o avanço da soja em terras indígenas, a exemplo da Maraiwatsede dos Xavante (Mato Grosso) e da Guarani-Kaiowá (Mato Grosso do Sul).
- Você encontra desde produtores invadindo áreas indígenas a agricultores fazendo parcerias com índios para produzir soja. Um problema grave que a gente encontrou é a questão da contaminação das cabeceiras do parque do Xingu. Porque as cabeceiras do Xingu estão fora do parque, em áreas de soja. Nessas áreas, as cabeceiras são contaminadas e levam agroquímicos para dentro do parque - relata Gomes.
O relatório pode ser conferido no seguinte endereço: http://www.reporterbrasil.org.br/agrocombustiveis.pdf . Leonardo Sakamoto é o coordenador-geral do projeto.
Publicado em: http://terramagazine.terra.com.br/
e também: http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/2008_04.html
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O fim da economia do petróleo barato
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Raymundo de Oliveira
O petróleo começou a ser economicamente explorado a partir da segunda metade do século XIX. Iniciando pelos EUA, a produção foi crescendo sistematicamente. Da destilação daquela massa preta, se tirava de tudo: querosene, gasolina, diesel, óleo combustível, gás, plásticos...
Os derivados de petróleo se tornaram indispensáveis e ficamos inteiramente dependentes deles na energia que usamos, em nossas vestimentas, na produção de alimentos, nos multiusos dos plásticos, nos transportes, nas tintas, em tudo.
É olhar para os lados e o que vemos é dele derivado, direta ou indiretamente. E mais, sua extração e uso eram muito baratos. Daí nossa crescente dependência. Fomos abandonando nossos costumes antigos e não sabemos mais viver sem ele.
A produção foi crescendo e nossa dependência se acentuando!
Os EUA eram os maiores produtores e nas primeiras décadas do século XX se tornaram os maiores exportadores de petróleo, com a produção crescendo em ritmo acelerado. O petróleo foi o combustível da grande revolução industrial da virada do século XX, sendo a indústria automobilística o grande indicador da industrialização. Ela é filha do petróleo barato, de fácil extração.
Embora inicialmente concentradas nos EUA, o maior exportador, as descobertas de novas regiões petrolíferas foram se espalhando no mundo.
Entretanto, o petróleo é finito, não oferece duas safras: usou, está usado. Não se planta, não se reproduz. Hoje se estima que, no total, a humanidade recebeu dos deuses cerca de dois trilhões de barris de petróleo utilizável, somando-se o que já se descobriu com o que ainda deve ser descoberto.
Em meados do século passado, década de cinqüenta, um geólogo norte-americano, King Hubbert, analisando as descobertas de petróleo nos EUA, e o histórico das produções dos diversos campos, propôs um modelo matemático e dele concluiu que a produção americana passaria por um máximo no início da década de 70, após o que, passaria a decair paulatinamente. É a chamada Curva de Hubbert, semelhante à Curva Normal.
Seu modelo foi recebido com incredulidade, diante da crescente produção americana. Infelizmente, acertara na mosca. De fato, nos primeiros anos da década de setenta, a produção dos EUA se estabiliza e, logo depois, começa a cair. Isso os forçou a reduzir a produção e importar maciçamente.
Como o uso dos derivados de petróleo continuou a crescer, hoje eles não são mais os maiores exportadores e sim os maiores importadores de petróleo do mundo. A produção americana é uma parcela pequena de seu consumo. Se eles dependessem exclusivamente de suas reservas, elas seriam zeradas em menos de quatro anos. Os EUA possuem 3% das reservas e consomem 25% da produção mundial de petróleo. Daí a necessidade de importar, e importar cada vez mais.
A partir de seu acerto, as teorias do Hubbert passaram a ser levadas a sério. Seu modelo foi reproduzido nas reservas do Mar do Norte e se confirmou.
Hoje, seus seguidores modelam as reservas do mundo e as conclusões são preocupantes: estima-se que o pico da produção deverá se dar entre 2005 e 2010, após o que ela irá caindo aos poucos. Alguns otimistas acham que o máximo da produção só vai se dar em 2015. Devido às oscilações de produção, demora-se um pouco a se perceber a passagem do pico.
Esse máximo representa o momento em que já foi consumida metade das reservas disponíveis. Assim, estando passando pelo pico, é sinal de que já consumimos o primeiro trilhão de barris e entramos na produção da segunda metade.
Claro está que a primeira metade foi a de produção mais fácil, mais acessível, mais barata. O que nos resta é a parte cada vez mais difícil, mais cara.
O ser humano já conhece razoavelmente o subsolo da Terra. Não são grandes as esperanças de enormes descobertas, a exemplo do que houve na primeira m | |